Décimo Primeiro Domingo do Tempo Comum. Geralmente, ao longo do ano, a liturgia católica nos propõe de 33 a 34 domingos deste Tempo Comum. Como a Liturgia da Igreja é uma verdadeira riqueza, o calendário litúrgico nos apresenta diferentes momentos, a fim de que possamos aprofundar os momentos da vida de Jesus de Nazaré, atualizando assim, os mistérios do Plano de Deus para as nossas vidas. Desta forma, o Tempo Comum é um período em que a centralidade continua sendo o Cristo Jesus. Somos, desta forma, convidados a valorizar os acontecimentos da vida d’Ele presente no cotidiano de nossas vidas.
Os amantes da literatura e dos bons livros como eu, estamos felizes. Na sexta feira desta semana (14), tomou posse, a quinta integrante feminina na Academia Brasileira de Letras (ABL), nesta atual configuração da instituição (40 membros: 35 homens e 5 mulheres). Trata-se da historiadora e antropóloga, professora da USP e da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, Lilia Moritz Schwarcz. Trinta livros publicados sobre a história do Brasil. Lúcida que é, seus livros fazem uma crítica aprofundada sobre as desigualdades que marcaram o Brasil ao longo dos anos, sejam elas de gênero ou raciais. Criada no ano de 1897, ao longo de 127 anos de existência da ABL, apenas 9 mulheres passaram pela casa, sendo que a primeira foi admitida após 80 anos da sua fundação.
Infelizmente, o machismo misógino patriarcal está também presente dentro da história desta academia. O pensamento masculino domina o espaço, não porque não tivéssemos escritoras renomadas em nosso cenário nacional. De lembrar que elas estavam presentes na idealização e fundação da ABL, sendo excluídas do grupo de membros oficiais, apenas pelo fato de serem mulheres. Se bem que faltam não somente mulheres, mas pessoas negras e LGBTQIA +, só para citar alguns dentre tantos grupos minoritários que não possuem representantes na academia, e que tem um papel de referência na produção literária de um país tão diverso como o Brasil.
Por falar em literatura, hoje nós vamos refletir a partir de algumas parábolas contadas por Jesus. A parábola é um gênero literário textual cheio de significados. As parábolas permitem-nos contar histórias curtas e envolventes, que são capazes de transmitir mensagens diversas, sejam elas morais, éticas, espirituais e sociais, possibilitando reflexões, no intuito de incentivar e promover mudanças de comportamento. As parábolas podem abranger diferentes áreas e contextos, tornando-se uma ferramenta valiosa para a transmissão de conhecimentos e valores. Portanto, conhecer e compreender as parábolas é fundamental para enriquecer nossa visão de mundo e promover o desenvolvimento pessoal e comunitário.
No texto de Marcos deste domingo, vamos ver que Jesus está provavelmente na Galileia, às margens do lago de Tiberíades, certamente junto da cidade de Cafarnaum. Uma grande multidão de pessoas o cerca interessada que estava em escutar os ensinamentos d’Ele. Como sempre, Jesus anunciado o Reino de Deus. Para que este anúncio chegue ao coração daqueles e daquelas que o escutam, Ele usa uma linguagem simples, acessível e concreta, mostrando toda a sua pedagogia em fazer com que o Reino seja compreensível aos simples e humildes. Se bem que, em separado, Jesus explicava melhor as parábolas aos seus discípulos.
Toda a atividade messiânica de Jesus está centrada no anúncio e na concretização da vinda do Reino de Deus, como o inicio do Evangelho de Marcos assim descreve: “O tempo já se cumpriu, e o Reino de Deus está próximo. Convertam-se e acreditem na Boa Notícia”. (Mc 1,15). E isso se manifesta pela transformação radical das relações humanas: o poder sendo substituído pelo serviço (campo político), o comércio competitivo pela partilha (campo econômico), a alienação pela capacidade de ver e ouvir a realidade (campo ideológico). Trata-se de uma proposta alternativa de sociedade, que leva à convivência fraterna e igualitária entre as pessoas. Talvez por isso que Jesus compara o Reino com a semente que é semeada e que segue a sua lógica natural de desenvolvimento do processo: “noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece”. (Mc 4,27)
Jesus semeou o Reino com sua palavra e ação. Ao assumir a condição de Ressuscitado, deixou que esta missão fosse assumida pelos seus seguidores e seguidoras. Somos assim “sementeiras do Reino”. Que espalhemos a semente da palavra, nas ações que vamos assumindo em vida, com vistas à edificação do Reino. Nos pequenos gestos simples da vida, podemos ser os/as semeadores/as do Reino: acolher e cuidar de alguém, um sorriso amigo e esperançoso; estar próximo de quem mais necessita de cuidados. Como vemos, não precisamos realizar grandes coisas, mas pequenos gestos. Neste contexto, você já pensou nas sementes que o seu coração tem semeado ultimamente? São sementes de esperança? As sementes que você cultiva, estão adubadas pela Palavra de Jesus? Que frutos nascerão destas sementes que você tem semeado? Não é mais tempo de esperar. É hora de agir. O Reino é o amor de Deus que provoca a transformação radical da situação injusta que domina o mundo dos homens.
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