Quarta feira da Primeira Semana da Quaresma. Ainda teremos cinco outras semanas para atravessar a este período litúrgico, até chegar a Páscoa do Senhor Ressuscitado. A Quaresma só tem sentido se vista e vivida na perspectiva da chegada à Páscoa. Esta sim é a principal festa da cristandade. Ali ficou definido que a morte não tem a última palavra, porque Deus é vida e Ressuscitou o seu Filho descendo-o da cruz. Bastou um Sim decidido de uma mulher forte e corajosa, para que chegássemos a vivenciar com Ele, este momento cristológico. “Deus é amor”. (1 Jo 4,8) O amor prevaleceu e tem a última palavra, oportunizando a nós, com Ele, também ressuscitar. Portanto, todo este caminho de conversão que estamos desenvolvendo, objetiva chegar à glória definitiva, onde descansaremos no colo amoroso de Deus.
Conversão significa abrir-se ao novo e caminhar em direção aos valores que o Evangelho nos apresenta. O processo é longo e a jornada, às vezes, se faz pesada. Todavia, não devemos nunca desanimar. Desistir, jamais! Um caminho que se faz no dia a dia, sempre olhando para frente e acreditando que chegaremos lá. Não sozinhos, mas de mãos dadas com os irmãos e irmãs da caminhada. Nas horas de maior dificuldade, talvez seja o momento de retomar uma das palavras que deve fazer parte de nossa jornada: “resiliência”. Ela significa a nossa capacidade de enfrentar as adversidades e superá-las, encontrando nestas uma oportunidade de crescimento, fazendo das dificuldades, desafios e adversidades, oportunidade para o nosso aprendizado. Algumas palavrinhas básicas nos ajudam nestes momentos: autoconfiança, otimismo, foco, disposição e criatividade.
O mês de março vai se delineando no horizonte das nossas realizações. Como amante da boa leitura, não poderia me esquecer de que no dia de hoje comemoramos uma data muito importante: Dia do/a Bibliotecário/a. Bem que poderíamos dizer bibliotecária, pois há mais a presença delas, que deles. Esta data foi instituída por meio do Decreto n° 84.631, publicado no dia 12 de abril de 1980, numa referência ao dia de nascimento de Manuel Bastos Tigre (1882-1957), poeta e escritor considerado o primeiro bibliotecário concursado do Brasil. Por ser um frequentador das bibliotecas por onde passei na minha trajetória educacional, fiz amizade com algumas destas bibliotecárias, que sempre me davam a dica dos novos livros adquiridos. Como não sou mais um frequentador assíduo deste ambiente, optei por aprender com os anciãos indígenas, que são considerados pelos seus, como uma biblioteca viva, pois trazem em si os saberes ancestrais tradicionais da etnia.
Saberes que também estavam presentes na vida de Jesus. Nascido na periferia de Nazaré, gestado e forjado no seio de um casal de pobres trabalhadores, foi adquirindo dos seus e também de Deus, toda a sabedoria que foi posteriormente repassada aos seus mais próximos e, quiçá à multidão, como podemos deduzir do texto de Lucas, que estamos refletindo e meditando de forma orante no dia de hoje. E, por mais que Ele trouxesse em si este sinal visível e palpável do ser messiânico enviado de Deus, muitos, inclusive os discípulos, não conseguiam ver n’Ele, o Messias enviado. É o que o texto de hoje nos faz ver, que a multidão buscava este sinal, por mais que estivesse frente a frente com Ele, obrigando Jesus a chegar a seguinte conclusão: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado”. (Lc 11,29)
Maldito sinal! Que sinal é este? Como aquela multidão, também estamos em busca deste sinal mirabolante, testando a paciência de Deus. Será que também nós não estamos atrás deste mesmo sinal e não identificamos a presença viva de Deus na pessoa do Filho de Deus que vivo está no meio de nós? Convivemos dia a dia com as pessoas e sequer reconhecemos que também nelas, Deus se faz presente. Somos capazes de passar incontáveis horas, em estado de êxtase profundo, em adoração ao Santíssimo, e na volta para casa sequer vemos o pobre caído à margem da vida. Nestas horas vem-me a mente uma das frases ditas por São João Crisóstomo: “Se não conseguir ver Cristo, no mendigo na porta da Igreja, jamais o conseguirá ver no cálice”. São João Crisóstomo
Deus atua na história. Ele é o senhor da história. Com a Encarnação do Verbo, Deus se fez presente em nossa realidade humana, de forma concreta, na pessoa visível do Filho. Ele não nos acompanha a distância, mas está presente no meio de nós. Cada dia podemos ver sua presença viva nos sinais dos tempos que vamos presenciando. Cada amanhecer é um sinal vivo de que Deus continua apostando em nós, dando-nos a oportunidade de fazer acontecer o seu plano de amor em nossas relações. Um destes sinais vivos da presença de Deus em nossas vidas, está acontecendo com a pessoa do Papa Francisco. Recuperado da infecção nos pulmões, acordou de bom humor e, tudo indica que receberá alta hospitalar. O que podemos aprender com o texto lucano hoje é que não é um sinal maravilhoso que pode nos levar à conversão, e sim a adesão firme e corajosa (como Maria), ao projeto da nova história, manifestado na palavra e ação de Jesus.
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