Segunda feira da Décima Nona Semana do Tempo Comum. A semana iniciando, e vida que segue! O tempo não para e a vida não espera! Somos continuamente desafiados a dar dinâmica às nossas vidas, ainda que, preguiçosamente, vamos adentrando a segundona. O horizonte nos aguarda acreditando que o melhor de nós mesmos, vai ser dado, na lógica da vida. Como dizia a poetisa goiana Cora Coralina: “Estamos todos matriculados na grande escola da vida, onde o grande mestre é o tempo!”
12 de agosto. Dia Internacional da Juventude. Esta data foi criada com a resolução 54/120, por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1999, com o objetivo de focar na educação e sensibilização dos jovens, como representantes diretos do futuro do planeta. No Brasil este dia foi instituído pela Lei 10.515, de 2002. De acordo com o Estatuto da Juventude (Lei 12.852, de 2013) é considerado jovem todos aqueles e aquelas que têm entre 15 e 29 anos de idade. “Nossa linda juventude, página de um livro bom”, canta o grupo musical 14 Bis esta composição de Composição de Flávio Venturini e Márcio Borges. Cada um traz dentro de si a sua juventude. Uns permitem aflorá-la, outros a guardam só para si.
Hoje acordei pensando, pisando e rezando no chão do profeta do Araguaia. Cada semana que celebramos a vida de nosso bispo Pedro, vem sempre à mente o histórico de um homem profundamente Evangélico. Não na forma como os vemos por aí, mas de alguém que se deixou engravidar pelas palavras do Evangelho, vivendo radicalmente a proposta de Jesus. Sua inserção no chão de terra vermelha do Araguaia o fez cidadão dos pobres com eles, acreditando e se inspirando fielmente nas palavras do Magnificat ditas pela “Comadre de Nazaré”: “derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens, e despede os ricos de mãos vazias”. (Lc 1,52-53) Fez-se pobre com os pobres, acreditando que Deus assume o partido dos pobres, e realizando a transformação histórica, invertendo a ordem social: os ricos e poderosos são depostos e despojados, e os pobres e oprimidos são libertos e assumem a direção da nova história. Como Pedro mesmo definia o seu ser com os pobres: “Só vivendo a noite escura dos pobres, é possível viver o Dia de Deus. As estrelas só se veem de noite”.
Pedro se fez Evangelho vivo com o “Filho do Homem”. É assim que Jesus refere a si mesmo, no relato que o texto de Mateus nos é proposto pela Liturgia desta segunda feira: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará” (Mt 17,22-23). Estamos diante do segundo anúncio da Paixão. Jesus dizendo aos discípulos sobre o futuro do “Filho do Homem”, deixando-os profundamente tristes e abatidos.
O significado para o termo “Filho do Homem” é que Jesus realmente era: um ser humano. O “Filho do Homem” é um homem. Jesus é Deus (Jo 1,1), mas Ele também é um ser humano: “E a Palavra se fez homem e habitou entre nós”. (Jo 1,14). Sim, Jesus é o Filho de Deus. Ele é Deus em Sua essência. Jesus também é o Filho do Homem. Ele é um ser humano em Sua essência. Em resumo, a frase “Filho do Homem” indica que Jesus é o Messias e que Ele realmente é um ser humano como um de nós. O Filho é a Imagem do Pai, e o Pai se vê totalmente no Filho, ambos num eterno diálogo teologal de mútua comunicação. A imanência e transcendência de Deus, imbricadas na pessoa do Filho de Deus.
Assim como Jesus, que deu a sua vida em resgate de muitos (Mt 20,28), nosso bispo Pedro, em sua radicalidade evangélica, deu a sua vida pelas causas do Reino, em favor dos empobrecidos do Araguaia: indígenas, mulheres, posseiros, peões, pescadores, ribeirinhos. Como Jesus, soube definir a sua missão: dar a própria vida e ressuscitar com Ele. Semente plantada no chão da história que brota como fruto do esperançar da vida nova. Morte que gera vida e transborda na felicidade com o Pai na glória celeste. Como Jesus, Pedro não se viu a si mesmo com os olhos do “eu” pessoal, mas como alguém que tem de se inclinar perante a vontade superior de Deus, se fazendo servo. (cf Mt 16, 21-27) Os discípulos ficam tristes, porque ainda não conseguiram compreender todo o significado da morte que gera a vida. Semente caída no chão que brota em frutos de nova criação.
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