Quinta feira da 33ª Semana do Tempo Comum. Estamos nos finalmente do ano litúrgico. Passou depressa! O tempo corre veloz e, quando menos pensamos, já vencemos mais um ciclo. Por isso, precisamos estar atentos, e viver com a intensidade, o que Deus projetou para nós. Quem se contenta com o mínimo dado de si mesmo, perde a chance de fazer a diferença, com o seu jeito de ser. Não existe receita pronta e acabada. Cada um e cada qual, vai descobrindo e se descobrindo, nos passos da caminhada. O nosso ser enquanto ser vai se definindo na medida em que vamos avançando, para dentro da história, nas relações que vamos construindo e estabelecendo com os outros seres.
Atravessando o 326º dia, nos faz recordar que apenas 40 outros mais, nos fazem fechar mais um ano na história da humanidade. Enquanto no nosso Calendário Gregoriano, estamos findando o ano de 2024, no Calendário Judaico, eles já estão no ano 5785. De saber também que, o ano para eles, termina no dia 2 de outubro. Nunca é demais lembrar que o Calendário Gregoriano é baseado no ciclo solar, e foi introduzido no ano de 1582, pelo papa Gregório XIII (1502-1585). O calendário utilizado anteriormente era o “juliano”, um legado da Roma antiga, praticado desde cerca do ano de 45 a.C.. Calendários a parte, sigamos a nossa trilha acreditando nas sábias palavras do líder tibetano Dalai Lama: “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver”.
Rapidamente, o dia se fez noite nesta manhã de quinta feira. Densas nuvens cobriram o céu do Araguaia, não demorando muito para se transformar em água. Entre um trovão e outro, a energia elétrica se fez ausente por vários momentos intercalados. Um ir e vir sem fim, mas nada que impedisse a minha tentativa de estar a sós com Deus. Findei o meu momento oracional, trazendo em meu coração as marcas da saudade, dos amigos e amigas. Invoquei vários deles, colocando-os na lista de cuidados de nosso amoroso Deus. O bom dos amigos é que eles nos enriquecem, não somente por aquilo que eles nos dão, mas principalmente pelo que eles nos revelam quem somos. Alguém já disse e eu concordo: “amigo é alguém que conhece a canção do seu coração e pode cantá-la quando você esquece a letra”.
Uma quinta feira em que a liturgia nos reserva um momento especial: Festa da Apresentação de Nossa Senhora ao Templo. Maria, ainda criança, é levada ao Templo de Jerusalém, para consagrar-se a Deus. Tal festejo não tem a preocupação de apresentar um relato histórico, até porque eles não existem nos Evangelhos Sinóticos, Este registro nos vem dos “Evangelhos Apócrifos”. A Festa de hoje quer recordar o dom total daquela jovem de Nazaré, que, ao ouvir a frase “Bem-aventurados os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática”, se preparou para ser o “templo vivo do Filho”, gestando o Salvador em seu ventre/mulher. Ela que perdeu a mãe aos 6 anos de idade e o pai, dois anos depois, segundo os mesmos escritos apócrifos.
Maria é a digna representante da comunidade dos pobres que esperam pela libertação. Dela nasce Jesus, Messias, o Filho de Deus. Uma mulher forte, que superou os preconceitos e contratempos próprios daquele momento histórico, em que as mulheres eram consideradas seres inferiores e sem nenhum valor. Ela ultrapassa todas as contradições da sociedade de sua época, tornando-se assim a protagonista do projeto libertador de Deus, sendo ela a Mãe do Salvador, como obra da intervenção divina de Deus em si. Neste dia de festa, o “dom” que Maria faz de si mesma a Deus se entrelaça com seu compromisso de viver a vida, animada pela fé, na certeza de que o próprio Deus providenciará a tudo, conduzindo os seus passos.
“Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. (Mt 12,50) Ao fazermos a opção pelo seguimento de Jesus, nos tornamos “filhos da Mãe” e irmãos de todos aqueles e aquelas que caminham pelas estradas da vida. Maria, a Mãe de Jesus! Maria, Mãe de Deus e nossa! Somos da família de Jesus! Todos os que o seguem, fazem parte desta família. Todavia, esta filiação requer que façamos as mesmas coisas que Jesus fez: se deu totalmente pela vida. Não somos da família de Jesus, pelo fato de sermos amigo do padre, do bispo, ou de “assistirmos a Missa” todos os domingos, num cumprimentos de preceitos devocionais. A família é de Jesus é constituída por aqueles e aquelas que realizam na própria vida a vontade de Deus, que consiste em continuar a mesma missão de Jesus, dando a vida pelas vidas. Viva a Mãe de Deus e nossa!
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