por Nelson Peixoto
NELSON PEIXOTO, Diretor de Liturgia da UNESER.
O livro de maior descoberta que nos impactou, após completarmos 50 anos, foi “MEMÓRIAS DE OUTONO”, de Joseph Oppitz, C.SS.R. História de SANTO AFONSO em idade avançada, bem idoso a contar suas Memórias com a naturalidade do coração.
Em 2014, no 2⁰ Encontro Regional dos Ex-seminaristas Redentoristas, o grande tema era Afonso de Liguori – POR UMA ADESÃO NÃO MORALISTA, que o autor do livro projeta num jeito peculiar de biografar nosso amado santo.
A impressão sobre ele, na retrospectiva de nossas vidas de Seminário, era de um Santo tão extraordinário e cheio de lição para dar, que sentíamos encolhidos e pouco afetivos para com ele.
Certamente, eu e meus amigos, ao conhecermos o estilo literário do livro de Oppitz , decodificamos através do princípio sociológico que sintonizamos com o autor: “Onde estiver teus pés, aí estará também tua cabeça e teu coração”, ou como escreve Afonso, “Onde estiver o corpo, aí se reunirão as aves”. Entendemos que nosso chão existencial riscado pela idade nos levou a uma nova e apaixonada compreensão do Doutor e Moralista da Igreja, da cabeça ao coração da fé e da raiz da Espiritualidade Redentorista.
É um livro de redescoberta sobre SANTO AFONSO que nos leva apreciá-lo como artista, músico, poeta, cristão e presbítero presente na vida dos cabreiros.
Aprendemos sobre a humanidade do Santo, um amigo apaixonado por Jesus e Maria, impulsivo e criativo, teimoso e carinhoso, ferido, cansado, alegre e perseverante em sua entrega de vida inquieta, cheia de percalços e realizações para com os abandonados.
Por causa deles, fez de tudo como escritor e instrutor motivacional para apresentar a proposta de Redenção e guiar a resposta ao Primeiro Amor.
Desbruçamo-nos sobre esse livro CRIATIVO, CONSTRUTIVO E IMAGINATIVO, o que não quer dizer menos verdadeiro, mas algo aproximativo do real e da existência , tal qual a de Afonso em sua humanidade, confiável e comparável a nossa.
MEMÓRIAS que nos dão uma visão mais íntima e pessoal do coração e da alma dessa extraordinária pessoa.
O jeito de escrever ,do autor , encurta a distância do tempo e nos possibilita um novo olhar e um sentimento mais amoroso sobre nossa própria vida.
Perguntamos sempre:
PARA QUE SERVIRIA UM LIVRO ASSIM DO AFONSO DE LIGUORI?
Tentemos responder :
a) Para ter um olhar de ternura sobre nossa história de vida , agora no despontar de nosso outono existencial;
b) Para que nosso envelhecimento revele o que estava escondido nos fatos, nas dores que pareciam sem sentido, assim como nas alegrias passageiras , que desfrutamos agradecidos.
Com o acolhimento na MISERICÓRDIA DO PAI (Santo Afonso) e POR UMA ALEGRIA PERFEITA (São Francisco) podemos prosseguir até o fim.
Vejamos o que ficou conosco quando Afonso faz sua retrospectiva de vida, no final de sua vida terrena.
1. Aprendemos que as lembranças de Afonso e as nossas , são igualmente agridoces;
– Que a teimosia para amar é o seu forte dom e pode ser o nosso;
– Que relativizar as posses é sabedoria e empregar nossa riqueza interior e exterior, para o bem comum, é ser discípulo e missionário;
– Que reler fatos de nossa existência sob a luz da fé nos funda o sentido da vida e revela que, nosso caminho percorrido será abençoado.
Afonso mostra o carinho que teve por MARIA CELESTE CROSTAROSA, sobretudo quando é humilhada por gente que se diz religiosa.
Confessa a inspiração e a influência que lhe proporcionou e como
ficou feliz quando ela e Geraldo Majela tornaram-se amigos, ao ponto de morrerem quase nos mesmos dias, e terem a visão um do outro entrando no céu.
Este foi o Afonso Maria de Liguori fundador amado da Congregação do Santíssimo Redentor!
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