História e reflexões sobre a festa mariana
A imaculada conceição é o terceiro dogma mariano, proclamado há 155 anos pelo Papa Pio IX e recolhe o chamado “sentido de fé” (sensus fidei) do povo cristão.
Prof. Ms. Dr. Sérgio Alejandro Ribaric’, Teólogo.
A fé cristã, em sua tradição, combinou sempre a religiosidade popular com a reflexão dos teólogos e do Magistério, daí resultando a proclamação do dogma.
“Tudo isso sob o sopro do Espírito Santo”, como afirma O ministro geral da Ordem dos Frades Menores Franciscanos, padre José Rodríguez Carballo.
A festa que se celebra no dia da imaculada conceição é um claro exemplo disso, pois as Sagradas Escrituras não se referem à Imaculada Conceição de Maria explicitamente. Não obstante, desde o século II, Santo Irineu de Lyon fazia alusão ao contraste entre Eva e Maria. Ambas as mulheres, foram livres de pecado original: a primeira, usando mal sua liberdade, pecou e se distanciou do Paraíso; a segunda permaneceu fiel a sua natureza imaculada e se converteu para todo ser humano em um modelo de qualquer virtude representada em alto grau. “De todos os modos, a proclamação de Maria como pura, limpa e sem mancha como santuário de impecabilidade não se entendia desde o seio materno, mas desde seu nascimento”, explica o superior dos franciscanos.
O religioso recorda o teólogo Juan Duns Scotto (segunda metade do século XIII), grande mestre de Oxford e Paris, que “defendeu o mistério imaculista em toda sua plenitude, apelando à redenção preventiva de Maria por Cristo seu filho antes de vir ao mundo”.
“Logo depois desta teoria, houve uma série de estudos mariológicos sobre a ‘cheia de graça’ e ‘morada do Verbo Encarnado’, que faria da ordem franciscana como uma porta-voz da declaração dogmática desta verdade de fé para a Igreja Universal”, explica o frade.
Os estudos teológicos e o clamor do povo por aceitar a Virgem como Imaculada concluíram na proclamação do dogma da Imaculada Conceição, em 1854.
Para isso, o Papa Pio IX consultou 603 bispos ao redor do mundo, dos quais 546 se declararam favoráveis ao dogma. “Ao povo voltava deste modo o que do povo saiu: Maria, palácio na casa de Deus, a pura e limpa, a puríssima”, assinala o franciscano.
Ele destaca o enorme significado que isso implica: “Maria é uma mulher de nossa própria constituição que molda em absoluto o ideal de pureza, beleza e santidade descrita no Apocalipse como a mulher vestida de sol coroada de estrelas, com a lua por pedestal, e pisando na cabeça da serpente”.
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