Quinta feira da Quarta Semana da Quaresma. A nossa caminhada quaresmal entrando no 30º dia, na busca permanente de nossa conversão. Cada dia é um passo dado neste roteiro que estamos desenvolvendo, indo em direção à Páscoa d’Ele. Rezar, refletir, meditar, repensando quem somos e o que viemos fazer aqui neste mundo. Deus tem um propósito ao nos criar, que é ter a vida em sua plenitude maior, como reafirma Jesus em um de seus pronunciamentos: “Eu vim para que todos tenham vida e vida plenamente”. (Jo 10,10) Assim, não precisamos sofrer antecipadamente, mas acreditar que seremos capazes de realizar os nossos sonhos, sem desistir de lutar. A vida é bela para quem acredita nela!
Neste dia 3 de abril, um dos clássicos da literatura mundial está aniversariando: “Os Miseráveis”, de Victor Hugo. A primeira edição desta obra prima foi publicada no dia 3 de abril de 1862. Victor Hugo (1802-1885) foi um romancista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista e ativista dos direitos humanos francês. Nesta sua obra, ele denuncia a injustiça humana, presente na situação de extrema pobreza, fome e miséria das desigualdades sociais da França do século XIX. O escritor narra com extrema habilidade a história de Jean Valjean, um pobre homem que, por ter roubado um pão, é condenado a dezenove anos de prisão. Quem ainda não leu, precisa ler. “Os Miseráveis” é um livro inquietantemente e impactante, de caráter religioso e político, com uma das narrativas mais envolventes já criadas. Quem começa ler não quer parar. Trago sempre comigo uma das frases, deste autor, que me fortalece nos embates rotineiros: “A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace”.
Devagar o Outono vai dando as suas cartas. Uma manhã mais fresca despontou no horizonte de um Sol que demorou em acordar. Melhor do que qualquer um de nós, os pássaros sabem reconhecer as dádivas da Mãe Natureza. Nesta manhã, fui premiado com a presença de uma centena de Sabiás. Enquanto os papais Sabiás monitoravam o ambiente, as mamães Sabiás alimentavam seus filhotes com aquilo que elas encontravam pelo quintal. Pensa numa algazarra de cantos diversos. Natureza em festa, louvando o Criador por mais um dia. Nós, que mal sabemos agradecer, nos perdemos em meio às costumeiras preocupações, diante do dia que vem vindo. Bem que São Francisco de Assis já nos dizia: “Aqueles que se unem a Deus obtêm três grandes privilégios: onipotência sem poder; embriaguez, sem vinho; e vida sem morte”.
Tudo isso porque Deus nos deu de presente o seu Filho amado. Ele que no dia de hoje, diante das lideranças religiosas de seu tempo (fariseus, mestres da Lei, Sumos sacerdotes, saduceus), está fazendo a sua defesa, como Messias, Filho enviado que é do Pai. Jesus fazendo aquilo que Aristóteles e Platão, no campo filosófico diriam, “Apologia”. Apologética é a defesa baseada em argumentos. No contexto em questão, ela visa responder as perguntas que podem afastar uma pessoa do projeto de Deus e, ao mesmo tempo, rebater as críticas que tentam desmerecer a veracidade da Encarnação do Verbo no meio de nós. A Bíblia nos diz que devemos estar sempre prontos para explicar a razão de nossa fé e esperança a quem nos perguntar, como está descrito na Primeira Carta de Pedro: “Reconheçam de coração o Cristo como Senhor, estando sempre prontos a dar a razão de sua esperança a todo aquele que a pede a vocês”. (1Pedro 3,15).
João é o evangelista especialista em dizer que Jesus é o enviado de Deus, aquele que revela o Pai ao mundo. Deus ama as pessoas e quer dar-lhes a vida. Jesus revela esse amor e realiza a vontade do Pai, dando sua vida em favor das pessoas. Nesta sua defesa (apologia), Jesus não dá testemunho de si mesmo (e nem precisa), mas recorre ao testemunho das escrituras, dos profetas e do Precursor João Batista. Tudo sendo orientado por Deus, muito embora, este não era o entendimento que os lideres religiosos tinham d’Ele. Para eles, Jesus não passava de um impostor, tanto que a partir destas suas conclusões buscam eliminar e matar Jesus. O testemunho de Jesus está presente implicitamente nos seus ensinamentos e, sobretudo, nas suas ações de libertação (sinais – milagres): “As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou”. (Jo 5,36)
Não é fácil sermos seguidores e seguidoras de Jesus nos dias atuais. Para que isto aconteça, é necessário ter presente em nós o discernimento, para que a coerência acompanhe o nosso ser cristão nos dias de hoje. Como aquelas lideranças, ficamos também a nos perguntar: como distinguir o verdadeiro e o falso, reconhecendo se Jesus realiza ou não a vontade de Deus? No texto de hoje o evangelista São João nos diz que Jesus apresentou as três testemunhas que confirmam sua missão divina: sua ação em favor da vida e da liberdade; o testemunho de João Batista, que o apresenta como salvador; e as Escrituras, que anunciavam o que Jesus viria realizar. De nada adianta dizer que temos fé, repetindo apenas os versículos da Bíblia; é necessário que as nossas ações sejam a continuação das mesmas ações de Jesus. Deus Pai testemunhou seu amor, entregando seu Filho único para que tenhamos a vida.
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