De cabeça erguida, vamos trilhar os passos de Jesus como Igreja acordada, de olho e coração abertos para as margens do caminho.
NELSON PEIXOTO. Diretor de Liturgia da UNESER.
Estar de pé será nossa comum e reforçada posição neste Advento! Mas também de mãos dadas, solidários com os que, cabisbaixos se postam, sem muita esperança! Em definitivo, o Natal será um reascender das luzes, mesmo se já estiverem, no pavio, esfumaçando ou, como Led, esperando o circuito da graça de Deus para voltar a brilhar.
Estar atento à visita, vinda ou chegada do Redentor, é empenho que se reforça nesta temporada, mas que precisa ser vivido em todos os dias, antes e depois do Natal, nas andanças do tempo comum de cada dia, com as intempéries da intolerância, linguagem trovoada de ódios e mentiras.
Despertar a Esperança é meta a ser vivida nestas semanas. Não deixar-se contagiar pela versão irredenta do “realismo” que ganha manchetes e reverbera com o terrorismo das informações que captam, equivocadamente, na literatura apocalíptica, e se põem a condenar o mundo e dizer que está tudo perdido! São cegos para ver e proclamar o que já acontece, mesmo em sementes, visando a mais justiça, verdade e humanidade, apesar das diferenças. Superar as práticas contra a esperança, por meio de condenações por infidelidade a Jesus.
Ativos, devemos ser para não engrossar as fileiras no derrotismo, que inclusive percorrem as mentes medrosas de muitos cristãos. Estes, infelizmente, se identificam com orgulho como “conservadores” e querem ser “tradicionais” porque, talvez, desconfiam da Tradição mais originária dos primeiros seguidores de Jesus.
Por mais que creiamos no Espírito, presente na construção e vivência cristã, ao longo de mais de dois mil anos de distância, retomemos a Tradição mais próxima dos primeiros para viver a fidelidade nos contextos atuais, mantendo-nos vigilantes e acordados, em permanente discernimento.
Um jeito suave de crer é medir-nos com as bem-aventuranças. De modo que não sejá fácil fugir e se apegar às tradições de menor intensidade e, provavelmente, mais apegadas as letras da lei do que ao Espírito da liberdade e de Justiça do Reino.
Nossa Igreja está a serviço do Reino anunciado, já presente em Jesus e prosseguido pelos que foram atraídos por Ele.
Jesus nos admoesta que não somos adeptos de uma religião para salvá-la e sim chamados e enviados, tal como anunciou ser a chegada do Messias, segundo a antevisão da REDENÇAO, pela boca de Isaías e assumida por Jesus.
“O Espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;
A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes. (Is. 61, 1-2).
Vamos ler o conceito de “vingança” como derrota final que completará nosso esforço, sem medir o sucesso com triunfalismo ou obsessão.
Ativar a Esperança e entregar-se ao seu Mistério sem medo do final que será feliz aos que não desesperarem e se mantiveram despertos.
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