Terça feira da Décima Sétima Semana do Tempo Comum. Já vimos o mês de agosto apontando no horizonte de nossa história. Julho cumpriu o seu papel e se prepara para passar o bastão ao mês que a Igreja Católica dedica a todas as vocações. Para lá nós vamos, vivendo um dia por vez. Cada dia é importante, já que ele nos possibilita viver na maior intensidade possível. Um dia de cada vez. Como me dizia o meu amigo Deodato aqui no sertão: “nada como um dia após o outro, e uma noite entre eles para pensar o que queremos ser”. O futuro está ali à frente e, na perspectiva do político norte-americano Abraham Lincoln (1809-1865): “A melhor coisa do futuro é que ele chega à razão de um dia de cada vez”.
O dia 30 de julho está reservado para celebrarmos o Dia Internacional da Amizade, comemorado em todo o mundo. A importância de celebrar esta data vem no sentido de propagar a “Cultura de paz e não violência”, proposta pela ONU – Organização das Nações Unidas. Se bem que no Brasil, esta data é comemorada no dia 20 de julho. É verdade que a amizade deve ser celebrada todos os dias. Todavia, ela deve ser vista como um valoroso e nobre sentimento na vida dos seres humanos. O congraçamento entre os seres humanos, através da amizade entre os povos, países e culturas, bem como as amizades individuais, pode inspirar na criação de pontes entre as pessoas, respeitando assim a diversidade de cada um. A amizade é mais do que palavras jogadas ao vento; é um sentimento que ultrapassa e transcende o tempo e a distância.
Ao longo da história, sobretudo durante a Idade Média entre os séculos V e XV, a Igreja Católica se especializou em propagar a “religião do medo”. Medo das chamas do inferno e das artimanhas do demônio. A fé do medo. A instituição tratou de impor os seus dogmas de modo a induzir as pessoas a trocarem a liberdade de pensar, amar e agir, pela segurança de um Deus que está sempre pronto a castigar aos infratores. Houve até a criação de um “Tribunal da Inquisição”, que levou muitas pessoas inocentes às fogueiras, queimando não somente os corpos delas, mas as almas dos “hereges”. Abandonaram por completo a proposta revolucionária de Jesus de Nazaré, que anunciou e viveu o Reino, prefigurado no rosto maternal, amoroso, misericordioso e compassivo de Deus. Optemos pela religião do amor, da misericórdia e da compaixão.
“Deus enviou o seu Filho ao mundo não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por meio dele”. (Jo 3,17) Em todo o seu ministério público, Jesus mostrou-nos a face deste Deus, que não quer que as pessoas se percam, nem sente prazer em condená-las. Ele manifesta todo o seu amor através de Jesus, para salvar e dar a vida a todos e todas. Jesus é este divisor de águas entre a concepção antiga de um Deus carrasco que castiga, para inaugurar a Nova Aliança de um Deus pleno de amorosidade. Desde então, está presente entre nós os dois lados: De um lado, os que acreditam em Jesus e vivem o amor, continuando a palavra e a ação d’Ele em favor da vida. De outro lado, os que não acreditam n’Ele e não vivem o amor, mas permanecem fechados em seus próprios interesses e egoísmo, que geram opressão e exploração; por isso estes sempre escondem suas verdadeiras intenções e não se aproximam da luz.
Este é o discernimento a que fomos chamados a exercer neste dia de hoje a partir do texto que a liturgia escolheu para a nossa reflexão e tomada de posição. De que lado nós escolhemos ficar? No texto de Mateus de hoje, Jesus está em lugar separado com os seus discípulos e explicando para eles a parábola do joio e do trigo que Ele havia contado à multidão. A explicação da parábola é alegoria que apresenta a dinâmica do Reino na história. Jesus instaurou o Reino dentro da história, e esta é feita pela ação de bons e maus. A vinda do Reino, porém, entra em luta contra o espírito do mal, e conduz os justos à vitória final. A história é tensão contínua voltada para a manifestação gloriosa do Reino.
A parábola do joio no campo alerta aos discípulos e também a nós da existência de outro semeador: o semeador do mal. Deus semeia a semente da vida, do amor da paz, da justiça. O outro semeador semeia a discórdia, o ódio, a mentira, a enganação, a indiferença, o desamor. A ação diabólica do semeador do mal é feita na escuridão da noite, pois é aí que este sabe agir. A separação entre o joio e o trigo, o que é bom e o que é mau só acontecerá no momento da colheita, ou seja, no dia do juízo final. Ali haverá a prestação de contas de tudo o que fizemos ou deixamos de fazer: “Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber; eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa; eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar”. (Mt 25,35-36) Este texto de hoje nos leva a perguntar: Porque existem bons maus semeadores no meio de nós? Qual semente temos semeado mesmo ao longo de nossas vidas: a do joio ou a do trigo? Não usemos das mesmas armas dos inimigos para combate-los. O amor vence o mal sempre!
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