Domingo da Sagrada Família, Jesus, Maria e José. Quinto dia da Oitava do Natal. Um domingo dentro das festas natalinas em que a liturgia da igreja celebra a visita da família de Nazaré ao Templo de Jerusalém, para a Festa da Páscoa, cumprindo assim a tradição judaica: “Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume”. (Lc 2,42) Como Verbo Encarnado na história humana, Jesus e sua família, passa a viver os usos, costumes e tradição de sua época, cumprindo os preceitos judaicos.
O Templo de Jerusalém era considerado pelos judeus como um lugar sagrado de encontro com Deus, onde eles podiam orar, aprender e fazer sacrifícios. Era também um símbolo da proteção divina sobre o povo de Jerusalém. Os judeus visitavam o Templo em ocasiões especiais, como a Páscoa, quando se dividiam em três grupos para imolar sacrifícios. O número de peregrinos, nestas ocasiões era muito grande, ultrapassando, muitas vezes, inclusive, a população de Jerusalém. Era no meio de toda essa gente que estava a Família de Nazaré.
Lucas é o evangelista por excelência que trata da infância de Jesus. No seu Evangelho, ele apresenta o caminho de Jesus. Caminho este que se realiza na história. O centro de referência deste caminho é a cidade de Jerusalém. Ela é o ponto de chegada do caminho de Jesus. Aí, Ele vai ser preso, torturado, vai morrer, ressuscitar e subir ao céu, concluindo assim a sua missão. É também o ponto de partida do caminho da Igreja que prossegue a missão de Jesus até os confins da terra: “Vocês receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em toda parte: em Jerusalém, em toda a Judeia, em Samaria e nos lugares mais distantes da terra” (At 1,8).
No texto que nos é proposto pela cirurgia, para este último domingo do ano, Jesus fala pela primeira vez em sua meninice: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” (Lc 2,49). A aparente rebeldia do menino, diante de seus pais, mostra, de antemão, o caminho de sua vocação, que todos deveriam conhecer, inclusive, seus pais adotivos. O menino já tinha consciência de sua missão, já que o caminho a ser percorrido por Ele é o da pedagogia que ensina a fazer a história dos pobres que buscam um mundo mais justo e mais humano.
Muitos dos que lêem este texto de hoje, o interpretam como se Jesus estivesse “perdido” no Templo, o que não é verdade. Ele vai ao encontro dos ensinamentos rabínicos, e sente à vontade alí, por ter a compreensão de que estava realizando as coisas do Pai. O Mestre dos mestres, no meio de tantos gurus da religião, nem sempre ensinando, conforme a vontade do Pai. Evidente que o coração amoroso da Mãe fica aflito por não ver o Filho, na comitiva de volta para casa. Qualquer mãe, em igual situação, teria a mesma reação.
Depois do susto dos pais, sobretudo da Mãe angustiada, e da aula teológica/eclesial de Jesus, o texto de Lucas conclui que: “Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens”. (Lc 2, 52) Um Evangelho que muito nos ensina, já que, com suas primeiras palavras, Jesus nos mostram que toda a sua missão decorre da sua relação filial com o Pai. Isto significa que essa missão provém do próprio mistério de Deus e da realização de sua vontade entre as pessoas. Contudo, ela se processa dentro do mistério da Encarnação, onde Jesus vai aprendendo a viver a vida humana como qualquer outra pessoa humana, igual a qualquer um de nós. Viva as nossas famílias! Viva a Família de Nazaré!
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